Era uma vez um dragãozinho muito verde chamado Zog. O Zog tinha uma barriga redondinha e asas bem pequeninas. Flap, flap, flap! Quando a chuva caía lá fora, fazendo 'tic-tic-tic' no telhado, o Zog queria muito dormir uma soneca. Mas sabe o que acontecia? Ele não conseguia ficar parado! As suas patinhas queriam pular e o seu rabo fazia 'vapt-vupt' de um lado para o outro.
Lá no alto, bem no meio das nuvens cinzentas, existia um castelo fofinho. O Zog olhou para cima, bateu as suas asinhas — flap, flap, flap! — e subiu até lá. No castelo, tudo era macio como algodão. Sabe quem morava lá? Os Guardiões das Nuvens! Eles eram ovelhas gigantes e muito brancas, feitas de névoa. Elas eram muito, muito antigas e sabiam todos os segredos do sono.
O Zog chegou animado e deu um grande pulo numa cama de nuvem: 'Boing!'. Ele saltou e girou, mas as ovelhas sábias disseram: 'Shhh... ouça a música, Zog'. O Zog parou. Ele ouviu o som da chuva nas janelas de cristal: 'Tap-tap, tip-tap'. As ovelhas deram ao Zog uma manta feita de luar, muito leve e quentinha. 'Para dormir bem', disseram elas, 'você precisa respirar como a chuva'.
O Zog deitou-se. Ele respirou fundo... 'Fuuuu'. E soltou o ar devagarinho... 'Haaaa'. O seu rabo parou de balançar. O seu coração ficou calmo. 'Tap-tap, tip-tap', cantava a chuva. O Zog começou a fazer um barulhinho de dragão feliz, um ronrom bem baixinho. 'Rrrrr, rrrrr'. Ele fechou os olhinhos de âmbar e sentiu-se tão pesado e quentinho... Zog aprendeu que a chuva é uma canção de ninar que o mundo inteiro canta para nós.
E assim, o dragãozinho verde adormeceu num sonho cor de nuvem. Tudo estava calmo. Tudo estava bem. Boa noite, Zog.