Era uma vez um jardim muito, muito especial, onde o sol brilhava como mel e o ar cheirava a trevos fresquinhos. Lá vivia Barnaby, um guardião da natureza bem pequenininho. Sabe o tamanho dele? Ele era quase do tamanho do seu polegar! Barnaby tinha asinhas verdes que pareciam folhas de árvore e usava botinhas feitas de escamas de cobra bem macias. Zip, zap! Ele voava para lá e para cá, cuidando de cada flor.
Certo dia, enquanto Barnaby limpava suas asinhas de folha, ele ouviu um som estranho. Não era o piu-piu de um passarinho, nem o zumbido de uma abelha. Era um... Sniff! Sniff! Buááá! Barnaby voou entre as ervas altas e — Puf! — deu de cara com algo muito peludo, muito marrom e, para o pequeno Barnaby, muito grande! Era Milo, um bebê mamute muito fofo que tinha se perdido de sua família através de uma névoa mágica do tempo.
Milo estava muito triste. Grandes lágrimas salgadas caíam de seus olhos, fazendo pequenas poças na terra. “Oh, não fique triste, Milo!” disse Barnaby, pousando na pontinha da tromba dele. “Você sabe o caminho de volta?” Barnaby percebeu que o pequeno gigante precisava de ajuda. Você consegue imaginar um mamute chorando? Barnaby deu um abraço apertado na orelha peluda de Milo e disse: “Vamos encontrar sua casa juntos!”
Barnaby se lembrou de que a família de Milo seguia o rastro das Flores de Algodão, que soltavam flocos brancos e macios no ar. “Olhe, Milo! Ali vai um floco!” Mas, de repente — Vruuum! — um vento brincalhão soprou e espalhou os flocos de algodão por todos os lados. Tudo ficou branquinho e bagunçado! Como eles iriam achar o caminho agora? Milo tentou andar, mas — Tropeça, cai! — ele era um pouco desajeitado. Barnaby sabia exatamente o que fazer.
Barnaby bateu suas asinhas verdes com muita força. Bate-bate-bate! Ele criou pequenos redemoinhos de vento. Whoosh! Ele começou a juntar os flocos de algodão um por um, formando uma linha reta e brilhante no chão. “Siga o caminho branco, Milo! Stomp, stomp, stomp!” E lá foram eles: o pequeno Barnaby voando na frente e o grande Milo caminhando atrás, seguindo o rastro de algodão pelo jardim encantado.
Finalmente, eles viram uma névoa brilhante e ouviram um som forte: Toot-toot! Era a família de Milo chamando! Com um último sopro das suas asas — Šup! — Barnaby empurrou o último floco de algodão para dentro da névoa. Milo deu um pulinho de alegria, soltou um barulho feliz com sua tromba e voltou para sua mamãe. Barnaby sorriu, sentindo-se muito orgulhoso. Ele aprendeu que, não importa o tamanho, um amigo sempre pode ajudar o outro. E assim, com as estrelas começando a piscar no céu, Barnaby voou de volta para sua caminha de musgo, onde tudo estava bem e calmo. Fim!