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Barnaby e a fada Elara praticando saltos de parkour no jardim.

Barnaby e o Salto da Fada

Explore as maravilhas do Jardim Sussurrante em Barnaby e o Salto da Fada, um conto de fadas que une o dinamismo do esporte à delicadeza do ballet. Acompanhe a jornada de uma fada que descobre que ser atleta é o segredo para salvar a magia da natureza com força e determinação.

Esporte🏰Conto de fadas
8 min de leitura993 palavras7+ anos

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Era uma vez, num cantinho escondido do Jardim Sussurrante, um pequeno espírito chamado Barnaby. Se você olhasse bem de perto — mas bem de perto mesmo, entre um raminho de alecrim e uma flor de lavanda — talvez visse um brilho verde-esmeralda. Barnaby não era uma fada comum. Ele tinha o corpo ágil, movia-se como um raio e usava botas feitas de escamas de cobra que não faziam barulho nenhum. Shhh!

Enquanto os outros espíritos do jardim gostavam de flutuar preguiçosamente, Barnaby adorava o que ele chamava de "Acrobacia de Folha". Ele corria pelos caules, saltava sobre as poças d'água e deslizava pelas pétalas como se fossem escorregadores gigantes. Zás! Ele sentia que tinha energia para dar e vender, mas às vezes se perguntava: "Será que ser tão agitado assim combina com a magia delicada do jardim?"

Numa manhã ensolarada, perto do muro coberto por uma hera bem espessa, Barnaby ouviu um soluço baixinho. Snif, snif. Era Elara, a Fada Bailarina. Ela estava sentada numa folha de hera, com as sapatilhas de cetim penduradas e uma expressão muito triste.

— O que aconteceu, Elara? Você perdeu o ritmo? — perguntou Barnaby, aterrissando com um salto perfeito.

— Oh, Barnaby! — exclamou ela. — Esta noite é a Grande Dança do Desabrochar. Eu preciso tocar cada um dos lírios do lago para que eles acordem sob o luar. Mas veja esta hera! Ela cresceu demais, está toda emaranhada, escorregadia por causa do orvalho e cheia de obstáculos. Minha dança clássica é lenta e delicada... eu nunca vou conseguir chegar a todos os lírios a tempo. O jardim vai continuar dormindo!

Barnaby olhou para o paredão de hera. Para uma bailarina comum, era um problema. Mas para ele? Parecia um ginásio de esportes incrível!

— Elara, escute bem — disse Barnaby, ajustando seu cinto de talos de dente-de-leão. — Você não precisa de mais delicadeza. Você precisa de... estratégia esportiva!

Elara arregalou os olhos. — Esporte? Mas eu sou uma bailarina!

— E bailarinas são atletas de elite! — respondeu Barnaby com uma piscadela. — Vou te ensinar o salto-folha, a escalada rápida e como usar a inércia a seu favor. Vamos, levante-se!

O treino começou. Barnaby pegou seu apito de casca de noz e deu um sopro agudo. Fiu! — Primeiro passo: o impulso! Você não pode apenas caminhar, Elara. Você tem que correr!

No início, foi engraçado. Elara tentava fazer um pirouette e acabava escorregando na hera lisa. Pum! Ela caía sentada e ficava vermelha de vergonha. — Isso não é elegante, Barnaby!

— Quem disse que precisa ser elegante o tempo todo? — perguntou ele, saltando sobre um galho e fazendo uma flexão. — O movimento é a música do corpo. Se a música pede velocidade, você dá velocidade! Tente de novo. Pense como uma corredora!

Você consegue imaginar a cena? Uma fada de tutu tentando fazer manobras de parkour! Barnaby mostrava como usar os gavinhas da hera — aqueles bracinhos que a planta usa para subir no muro — como barras de ginástica olímpica. — Segura, gira e... Vup! — gritava Barnaby.

Elara começou a entender. Ela trocou o passo miúdo por uma passada larga. Zun! Em vez de flutuar, ela começou a usar as asas para dar propulsão. De repente, ela não estava mais apenas dançando; ela estava competindo contra o tempo. O Pica-pau local, que adorava um bom jogo, começou a bater no tronco de uma árvore para marcar o ritmo. Tique-taque, tique-taque!

— Isso! — incentivava Barnaby. — Sinta a força nas pernas! Use o vento!

Quando o sol se pôs e a primeira estrela apareceu, Elara estava suada, com o cabelo de seda um pouco bagunçado, mas com um brilho nos olhos que Barnaby nunca tinha visto. Ela se sentia poderosa.

Então, a Lua subiu ao céu. Era hora. Os lírios estavam fechados, esperando o toque mágico. O público de gotas de orvalho brilhava nas folhas, esperando o espetáculo.

Barnaby deu o sinal. Fiuuuu!

Elara partiu como uma flecha. Quemmmm! Ela correu pela borda da folha de hera, saltou para uma gavinha, girou três vezes no ar (um movimento que era metade ballet, metade ginástica rítmica) e... Puf! Aterrizou leve como uma pluma no primeiro lírio.

O jardim inteiro prendeu a respiração.

Ela não parou. Zás, trás, vup! Ela usava a técnica de Barnaby para desviar dos espinhos e a agilidade de uma atleta para saltar distâncias enormes entre as flores. Barnaby observava de longe, com os braços cruzados e um sorriso orgulhoso. Ele via sua amiga se transformar. Ela era graciosa, sim, mas era forte, rápida e imparável.

O último lírio estava longe, lá no meio do lago escuro. Elara respirou fundo, correu pelo trampolim de uma folha de lótus e... Bum! Deu um salto mortal estendido, tocando a última flor exatamente quando o relógio da natureza marcava a meia-noite.

Os lírios se abriram todos de uma vez, perfumando o ar com uma doçura mágica. O jardim estava acordado!

As outras fadas e os bichinhos aplaudiram tanto que as folhas das árvores tremeram. Elara voou até Barnaby e deu a ele um high-five tão sonoro que pareceu um estalo de mágica. Clap!

— Nós conseguimos, Barnaby! — disse ela, ofegante e feliz. — Eu nunca soube que ser rápida podia ser tão bonito.

E foi assim que as coisas mudaram no Jardim Sussurrante. Elara continuou sendo uma bailarina, mas agora ela também era a campeã de salto em altura. E Barnaby? Bem, Barnaby não precisava mais se perguntar se o seu jeito esportivo servia para algo. Ele se tornou o primeiro Treinador de Movimento do Jardim, ensinando a todos que a força e a beleza caminham juntas, sempre no mesmo passo (ou num salto bem alto!).

E se você ouvir um Whoosh! passando rápido pelo seu quintal, não se assuste. É só o Barnaby e seus amigos treinando para as próximas Olimpíadas da Natureza. E no fim, tudo deu certo, do jeito mais veloz e feliz possível.

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