Voltar para as histórias
Urso Bramble usando cachecol e óculos espaciais em uma floresta futurista.

Bramble e a Nave Estelar

Explore os confins da galáxia no conforto da floresta nesta encantadora história de ficção científica. Junte-se ao urso Bramble e seu cachecol quentinho em Bramble e a Nave Estelar, onde óculos mágicos revelam que a amizade é o combustível mais poderoso do universo.

🌙Hora de dormir🚀Ficção científica
9 min de leitura1109 palavras8+ anos

Quer ouvir esta história?

Baixe o app ReadFluffy e aproveite versões em áudio de todas as nossas histórias — perfeito para a hora de dormir!

Era uma vez, no coração da Floresta dos Pinheiros Sussurrantes, um urso castanho chamado Bramble. Bramble não era um urso qualquer; ele era o tipo de urso que preferia um bom chá de ervas a uma briga por território, e nunca, em hipótese alguma, saía de casa sem seu enorme cachecol de lã tricotado à mão. O cachecol era tão comprido que dava três voltas no pescoço dele e ainda sobrava o suficiente para aquecer as pontas das suas orelhas se ele estivesse com frio. Sabe aquele aconchego de uma tarde de domingo debaixo das cobertas? Pois é, o Bramble era exatamente assim.

Naquela tarde, o sol estava se pondo, pintando o céu com cores de sorvete de morango e pêssego. Bramble caminhava calmamente, procurando pela folha perfeita — uma folha que tivesse exatamente a cor de mel. De repente, Tlim! O que seria aquilo brilhando no meio do musgo verde e fofinho? Ele se agachou, o cachecol arrastando no chão como uma cauda de lã, e encontrou um par de óculos futuristas, com lentes prateadas que brilhavam com uma luz azul neon.

— Mas o que temos aqui? — murmurou Bramble, ajeitando os óculos no focinho.

ZAP!

Num piscar de olhos, a floresta silenciosa desapareceu. Ou melhor, ela se transformou! Os pinheiros altos e rugosos não eram mais apenas árvores; eles eram cascos prateados de naves espaciais colossais, apontando para o céu. As folhas que caíam pareciam pequenos drones cintilantes, e o céu... ah, o céu! Onde antes havia apenas o azul escuro, agora estendia-se um mapa vibrante de nebulosas violetas, anéis de asteroides e estrelas que pareciam piscar apenas para ele. Bramble não estava mais no chão da floresta; ele era o capitão de uma frota intergaláctica!

— Uau! Você consegue imaginar isso? — Bramble exclamou para o vazio, mas logo percebeu que precisava de uma tripulação.

Ele correu até o esquilo Pip, que estava ocupado contando nozes. — Pip! Rápido! O Grande Carvalho não é um carvalho, é o Cruzador Estelar mais rápido da galáxia! Venha ver!

Pip olhou para Bramble, depois para a árvore, e soltou um suspiro de quem achava que o urso tinha comido mel estragado. — Bramble, é só uma árvore. E eu tenho muito trabalho.

Mas Bramble não desistiu. Ele inclinou a cabeça e dividiu a visão dos óculos com Pip. No momento em que a lente tocou o olhar do esquilo — VUM! — Pip deu um pulo de susto e alegria. — Pelas orelhas de Júpiter! Eu sou o Navegador! — gritou Pip, vendo as nozes se transformarem em painéis de controle cheios de botões brilhantes.

Logo, Luna, a coruja, pousou em um galho (ou melhor, na ala de observação científica), e até o Velho Texugo, com seu mau humor matinal, foi recrutado como o Engenheiro Chefe. Ele reclamou que os motores de dobra estavam fazendo um barulho de “clanc-clanc”, mas Bramble sabia que ele estava adorando.

— Tripulação, preparar para o lançamento! — ordenou Bramble, sentindo o vento estelar soprar em seu cachecol.

WHOOSH!

A nave-árvore parecia tremer. Você sente o chão vibrar também? Eu sinto! Eles começaram a navegar por um oceano de estrelas. Eles passaram por bagas que flutuavam no espaço como o planeta Saturno, com anéis feitos de açúcar cristalizado. Beberam em cachoeiras de poeira estelar que tinham gosto de limonada morna. Tudo era mágico, veloz e brilhante.

Mas, à medida que se afastavam da terra firme, a escuridão entre as galáxias começou a ficar maior. O espaço era muito, muito vasto. O pequeno Pip começou a tremer perto do seu console de nozes. Luna parou de piar e o Velho Texugo cruzou os braços, preocupado. A energia da nave — que os óculos chamavam de “Energia do Aconchego” — começou a piscar. Bzzz... Bzzz... Os painéis escureceram.

— Está muito escuro lá fora, Capitão Bramble — confessou Pip, com a voz miudinha.

Bramble sentiu o medo dos amigos. Ele percebeu que a tecnologia dos óculos era incrível, mas não era ela que os manteria seguros. Ele se lembrou da lição mais importante da floresta: o calor vem de dentro.

— Aproximem-se, todos — disse Bramble com sua voz profunda e aveludada.

Ele desfez as voltas do seu enorme cachecol de lã. Primeiro, envolveu Pip no tecido macio. Depois, abriu um espaço para Luna e convidou o Velho Texugo para se sentar ao seu lado. O cachecol era tão grande que parecia uma nuvem de lã abraçando a todos.

— Não tenham medo da escuridão — sussurrou Bramble. — No meio do nada, nós somos tudo o que precisamos. Estão ouvindo o som da nave? É como o bater do coração da floresta.

Ele começou a contar histórias sobre as raízes das árvores que abraçam a terra e sobre como as estrelas são apenas lanternas para quem sabe sonhar. Enquanto ele falava, um fenômeno estranho aconteceu: a luz azul dos óculos mudou para um tom de mel dourado e quente. Os motores voltaram a rugir, mas num som de ronrom de gato. A nave não era mais um metal frio; era um lar voador.

Eles viajaram por mais algum tempo, cruzando o recife da Nebulosa Violeta, onde as cores dançavam conforme o ritmo da respiração deles. Mas, conforme o sono chegava, Bramble percebeu algo importante. Ele tirou os óculos por um momento e viu que o Grande Carvalho ainda era o Grande Carvalho, mas o brilho das estrelas reais entre os galhos era ainda mais bonito do que qualquer gráfico futurista.

— A magia não está nos óculos, amigos — disse Bramble, bocejando um bocejo tão grande que contagiava qualquer um. — Eles só nos mostram o que já estava aqui. A aventura está na nossa vontade de ver além.

A nave-árvore pousou suavemente de volta no solo da floresta. O metal prateado voltou a ser casca de madeira coberta de orvalho. Bramble guardou os óculos cuidadosamente dentro de uma dobra do seu cachecol. Ele ajudou Pip a encontrar sua toca, deu um aceno de boa noite para Luna e viu o Velho Texugo resmungar um “boa noite” satisfeito antes de desaparecer em seu buraco.

Bramble se deitou em sua cama de musgo, olhando para cima. Com um suspiro de contentamento, ele se enrolou em seu cachecol, sentindo-se o capitão mais sortudo do universo. Afinal, ele sabia agora que, com um pouco de imaginação e um bom abraço, qualquer floresta pode ser uma galáxia inteira, e qualquer cama pode ser uma nave espacial pronta para levar você ao país dos sonhos.

E foi assim que tudo terminou perfeitamente bem. Boa noite, pequeno explorador. Shhh... Consegue ouvir o vento nas árvores ou será que é o motor de uma nave espacial partindo para outra aventura?

Você gostou desta história?

Baixe o app ReadFluffy e crie histórias personalizadas para seu filho.