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A pequena detetive Ema com casaco amarelo junto ao Carvalho Antigo.

Ema e a Luva Mágica

Explore os mistérios da natureza com Ema e a Luva Mágica, um conto ambiental encantador. Acompanhe uma pequena detetive numa missão generosa para aquecer o coração de uma árvore e descobrir que nenhum gesto de cuidado é pequeno demais.

🌍Ambiental🕵️Detetive
4 min de leitura427 palavras3+ anos

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Era uma vez a pequena Ema. A Ema tinha uns óculos redondinhos que escorregavam pelo nariz e usava um casaco de lã amarelo tão grande, mas tão grande, que parecia um abraço constante. Tu já usaste um casaco assim? Um dia, enquanto caminhava pelo jardim, a Ema olhou para baixo e... Oh! O que será aquilo?

No chão, no meio da grama gelada, estava uma luva verde, sozinha e triste. Puf! E ao lado dela, um fio de lã encaracolado que se esticava pelo caminho afora. A Ema pensou: "Alguém deve estar com muito frio sem esta luva!". Como ela era uma detetive muito curiosa, decidiu seguir o fio. Vamos com ela?

O vento soprava forte — Whoosh! Whoosh! — tentando levar o fio para longe. A Ema teve de rastejar por baixo de arbustos e dar saltos bem grandes sobre as poças de água. Splash! No caminho, ela encontrou um esquilo a tremer de frio. Brrr! A Ema deu-lhe um bocadinho do calor do seu casaco e continuou a seguir o rastro. Ela subiu pequenos montes e passou por flores que já dormiam o sono do inverno, sempre segurando a pontinha daquela lã mágica.

De repente, a Ema parou. À sua frente estava o Carvalho Antigo, a árvore mais velha do parque. Mas o pobre Carvalho estava a tremer tanto que as suas folhas secas faziam Chocalha-Chocalha! A Ema percebeu tudo: a luva pertencia ao ramo mais baixo da árvore, que era como uma mão de madeira. A árvore tinha perdido o seu casaco de inverno e o fio de lã estava a desfazer-se todo. Coitada da árvore, não é?

A Ema não perdeu tempo. Com um salto — Hop! — ela alcançou o ramo e colocou a luva verde no lugar. Depois, com as suas mãos pequeninas e muita paciência, começou a enrolar o fio de lã à volta do tronco, como se estivesse a fazer um cachecol gigante. Enrola daqui, puxa dali... Zás! A Ema fez um nó bem firme e deu um abraço apertadinho na árvore.

E sabem o que aconteceu a seguir? O Carvalho parou de tremer. As suas ramagens brilharam com uma cor dourada e quentinha, e o vento sussurrou um "Obrigado" muito suave nas orelhas da Ema. A árvore já não sentia frio! A Ema sorriu, ajeitou os seus óculos e voltou para casa a saltitar com os seus ténis de atacadores coloridos. Ela aprendeu que, mesmo sendo pequena, podia cuidar das coisas grandes e bonitas do mundo. E assim, com o coração bem quentinho, tudo ficou bem. Vitória, vitória, acabou-se a história!

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