Na sala de aula ensolarada, Ema olhava para uma sementinha azul brilhante. O Professor Sabido entregou potes com terra para todos, mas a semente de Ema parecia especial. Enquanto os outros plantavam feijões comuns, Ema fechou os olhos e fez um desejo baixinho. Ela queria ver algo novo e mágico. Suas mãos pequenas, saindo das mangas da blusa amarela, apertaram a terra com carinho.
Ema colocou água e esperou. De repente, algo estranho aconteceu. Ploc! Ploc! Ploc! Em vez de folhas verdes, pequenas bolinhas coloridas saíram da terra. Eram balões de ar que brilhavam como estrelas! Eles cresceram rápido e começaram a flutuar. Você consegue ver o que está nascendo no pote? Não eram flores, eram balões mágicos que enchiam a sala de cor e luz.
Os balões subiram cada vez mais alto. Eles eram fortes! Um balão puxou o lápis de Ema. Outro balão levantou o seu caderno. Até a mesa da escola começou a sair do chão! O Professor Sabido ficou de olhos arregalados de surpresa. Tudo estava voando em uma bagunça suave e feliz. Os balões faziam um som engraçado, como um suspiro de vento, enquanto flutuavam.
Ema percebeu algo especial. Quando ela soltava um risinho, os balões subiam. Então, ela começou a cantarolar uma música calma. Hum-hum-hum. Conforme o som saía, os balões paravam de subir. Eles balançavam no ar, dançando conforme a música de Ema. Ela era a maestrina daquela orquestra de ar! O Professor Sabido sorriu, vendo que Ema tinha descoberto o segredo daquela ciência mágica.
Com sua voz doce, Ema guiou os balões para baixo. Para baixo, para baixo, para baixo eles foram, descendo devagarinho como flocos de neve. Ela usou fitas coloridas para prender cada balão nos potes do jardim da escola. Agora, os balões não voariam mais para longe. Eles ficaram ali, ancorados na terra, brilhando suavemente para todos que passavam. Ema sentiu seu coração ficar quentinho e orgulhoso.
O jardim agora era o lugar mais bonito do mundo. Ema sentou-se no meio dos balões, e o brilho deles refletia em seus óculos redondos. O Professor Sabido disse que a imaginação é o melhor tipo de ciência. Ema sorriu, sabendo que grandes descobertas começam com um simples desejo. Ela estava feliz por ter plantado um pouco de mágica naquele dia tão especial e ensolarado.