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Fluffy rosa saltando e plantando sementes mágicas no Vale do Salgueiro Sussurrante.

Fluffy e o Salto da Alegria

Explore o Vale do Salgueiro Sussurrante em Fluffy e o Salto da Alegria, um conto encantador sobre esporte e natureza. Acompanhe um pequeno herói que usa saltos ornamentais e muito otimismo para fazer a vida florescer nos lugares mais difíceis.

Esporte🌍Ambiental
9 min de leitura1004 palavras8+ anos

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Era uma vez, no coração do Vale do Salgueiro Sussurrante, um pequeno ser que parecia uma nuvem de algodão-doce que caiu do céu e decidiu que o chão era um lugar divertido demais para ir embora. O nome dele era Fluffy. Ele era cor-de-rosa, redondinho e tinha olhos verdes da cor do musgo mais fresquinho da floresta. Fluffy não andava simplesmente; ele saltitava. Cada passo era um pequeno "boing!", e cada risada era um suave "ti-ri-ri!".

Certo dia, enquanto Fluffy ajeitava o seu cachecol pastel favorito (que ele usava para ocasiões muito importantes, como observar formigas ou dar bom-dia às flores), ele viu algo extraordinário preso num tronco de árvore. Era um cartaz brilhante que dizia: "GRANDE OLIMPÍADA DA NATUREZA – CATEGORIA LIVRE". Fluffy ficou imóvel por um segundo. Suas orelhas — ou o lugar onde elas ficariam se não fossem tão peladinhas — tremeram de emoção. Ele não era o mais rápido como os coelhos, nem o mais forte como os ursos, mas ele tinha um superpoder: o Salto Ornamental de Alegria.

— Já sei! — exclamou Fluffy, dando uma pirueta no ar. — Eu vou participar! Mas não quero apenas ganhar uma medalha. Quero que cada salto meu deixe o mundo mais bonito. Sabe o que ele decidiu fazer? Ele resolveu que seria um atleta semeador. Em vez de apenas pular, ele iria carregar sementes mágicas de sol e plantá-las nos lugares mais difíceis enquanto fazia suas acrobacias. Você consegue imaginar alguém plantando árvores enquanto dá saltos mortais no ar? Pois Fluffy acreditava que sim!

Ele preparou sua bolsa de sementes e começou o treino. Mas, oh-oh... o primeiro desafio apareceu. Fluffy foi até o Campo das Muitas Pedras. O chão ali era duro, seco e muito, muito rabugento. E por falar em rabugento, do meio de um buraco, saiu Barnaby, o Toupeira. Barnaby usava óculos grossos e tinha uma cara de quem tinha acabado de morder um limão galego.

— O que é esse "ploft-ploft" todo aqui em cima? — resmungou Barnaby. — Estou tentando organizar meus túneis por ordem alfabética! E você, bolinha cor-de-rosa, o que pensa que está fazendo?

— Estou treinando para as Olimpíadas, Senhor Barnaby! — disse Fluffy com um brilho nos olhos. — Vou transformar este campo seco numa floresta com meus Saltos de Alegria!

Barnaby soltou uma risada que parecia o barulho de cascalho batendo. — Alegria? Alegria não planta florestas, pequeno. O que planta florestas é trabalho duro, suor e muita cara feia. Você só está dando pulinhos. Isso não vai funcionar. Veja esse chão! É duro como pedra. Suas sementes vão apenas quicar e ir embora.

Fluffy sentiu um pequeno aperto no coração. E se Barnaby estivesse certo? Ele tentou um salto. Zapt! Ele pulou alto, tentou soltar uma semente com estilo, mas... Oof! Ele tropeçou numa pedra, caiu de bumbum no chão e as sementes voaram para todos os lados, menos para os buraquinhos. Ele começou a pensar nas notas dos juízes, no que os outros diriam, e a sua alegria começou a murchar. E você sabe o que acontece quando um Fluffy perde a alegria? Ele fica um pouco menos rosa e seus saltos perdem o "boing".

Naquela noite, Fluffy olhou para o seu cachecol pastel e para a marca de coração atrás da sua orelha. Ele lembrou por que queria competir. Não era para ser o melhor, era para ver o verde brotar. Ele percebeu que o problema não era o chão duro, mas o fato de que ele tinha parado de se divertir. O segredo não era a altura do salto, era o tamanho do sorriso durante o voo.

O dia da Grande Olimpíada chegou! A Arena de Verdura estava lotada. Borboletas coloridas eram as juízas, batendo as asas para dar as notas. Coelhos corriam em zigue-zague e esquilos faziam arremesso de noz. Chegou a vez de Fluffy. Ele respirou fundo, ajeitou o cachecol e sentiu a grama sob suas patinhas.

— Agora! — sussurrou para si mesmo.

Boing! Fluffy se lançou no ar como uma mola feita de chiclete. Swoosh! Ele girou uma, duas, três vezes! Enquanto girava, ele pegava as sementes de sol e as lançava com a precisão de um arqueiro, mas com a graça de um bailarino. Pop! Pop! Pop! As sementes entravam na terra com um som musical. Ele ria tão alto e de forma tão contagiante que as nuvens lá no alto começaram a se aproximar para ver o que era tão engraçado.

A risada de Fluffy era tão poderosa que atraiu uma "Chuva de Alegria" — gotinhas de água que brilhavam como diamantes. Quando a água tocou as sementes que Fluffy tinha acabado de plantar com seus saltos, algo mágico aconteceu. Vupt! Brotos verdes começaram a surgir instantaneamente! Flores de todas as cores começaram a abrir as pétalas no ritmo das piruetas de Fluffy. O Campo das Muitas Pedras estava virando o Campo das Muitas Flores bem diante dos olhos de todos.

As borboletas juízas deram nota dez unânime, batendo as asas tão rápido que criaram uma brisa perfumada. Até Barnaby, a Toupeira, saiu do seu buraco. Ele olhou para uma flor que tinha nascido bem na porta da sua casa, cheirou o seu perfume e, acredite se quiser, ele deu um tapinha no pé, quase como se quisesse dançar. Ele olhou para Fluffy e deu um sorriso de lado, o que para uma toupeira rabugenta vale mais do que um troféu de ouro.

Fluffy não ganhou apenas uma medalha de ouro feita de uma noz dourada. Ele ganhou uma floresta nova e a certeza de que a bondade e a alegria são as melhores ferramentas de jardinagem do mundo. Ele olhou para o vale transformado e deu mais um salto — apenas por diversão.

E foi assim que o pequeno Fluffy mostrou que, quando a gente coloca o coração no que faz, até o chão mais duro floresce. Você consegue dar um salto de alegria agora, igual ao Fluffy? Tente! Talvez algo maravilhoso brote por aí também. E assim, tudo terminou exatamente como deveria: com muito verde, muitas risadas e um mundo um pouquinho mais cor-de-rosa.

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