Era uma vez, lá no alto, em um lugar onde as nuvens parecem marshmallows gigantes e o chão é feito de algodão doce azul, vivia uma menina chamada Nova. Você consegue imaginar um vestido feito todinho de estrelas? Pois o de Nova era exatamente assim! Ela era uma menina-estrela celestial, com cabelos cor de violeta profundo que guardavam constelações inteiras. Quando ela balançava a cabeça, o Grande Urso e a Estrela do Norte brilhavam entre seus fios.
No topo de sua cabeça, Nova usava algo muito especial: um diadema de pedra da lua polida. Esse diadema não era apenas um enfeite bonito; ele ajudava a manter as marés do céu em perfeito equilíbrio. Mas, em uma manhã de céu muito azul, o Vento Norte acordou com vontade de brincar de pega-pega. Ele respirou fundo e — Vupt! — soprou um pouco forte demais. O diadema de Nova escorregou, deu três piruetas no ar e caiu, caindo, caindo rumo ao mundo lá embaixo.
— Oh, não! — exclamou Nova, sua voz soando como o tilintar de sininhos de prata. — Minha pedra da lua!
Nova flutuou para baixo até chegar a um jardim cheio de Flores-Gargalhadas. Sabe como elas são? Sempre que alguém passa, elas soltam um sonoro “He-he-he!”. Nova procurou entre as pétalas, mas o diadema não estava lá. O vento o tinha levado para o meio de um labirinto de girassóis gigantescos. Foi então que ela ouviu um barulho de asinhas: Flirr-flirr, flirr-flirr!
Quem você acha que apareceu? Foi o Monarca das Asas Pintadas! Ele era o líder das borboletas, muito gentil, embora um pouquinho atrapalhado.
— Precisa de ajuda, Pequena Estrela? — perguntou o Monarca, tentando fazer uma reverência e quase tropeçando nas próprias patas.
— Meu diadema sumiu no labirinto! — contou Nova. — E o vento está muito bagunceiro para eu voar sozinha até lá.
O Monarca chamou todas as suas amigas borboletas. Elas tentaram voar sozinhas para buscar a joia, mas o vento fazia Bum-ba-da-bum! e as jogava para os lados como se fossem confetes coloridos. Nova percebeu que, se cada uma voasse para um lado, ninguém conseguiria nada.
— Esperem! — disse Nova, abrindo sua bolsa de pó de estrela. — Se dançarmos juntas, seremos mais fortes que o vento!
Ela espalhou um punhado de pó brilhante no ar, criando uma trilha de luz. Nova começou a liderar uma dança aérea mágica. “Para a esquerda, agora para a direita! Girem, girem!” As borboletas se juntaram ao redor dela, formando o desenho de uma enorme pipa prateada. Elas batiam as asas em sincronia: Flap-flap-flap!
Juntas, elas cortaram o vento como se fossem um único pássaro gigante e brilhante. De repente, lá no fundo do labirinto, algo brilhou perto de um riacho. Era o diadema! Com um mergulho corajoso, o grupo de borboletas e Nova desceram em um arco perfeito. Puf! Nova esticou a mão e agarrou a pedra da lua bem antes de ela se molhar na água.
— Conseguimos! — comemoraram as Flores-Gargalhadas: “Ha-ha-ha!”.
Nova ficou tão feliz que seus cabelos brilharam mais forte que o sol. Para agradecer, ela usou seu pó de estrela especial e tocou nas asas de cada borboleta. Agora, elas tinham um brilho eterno que nunca saía, transformando o céu em uma verdadeira discoteca de bondade.
Nova voltou para as suas nuvens de marshmallow, sabendo que, às vezes, até uma menina-estrela precisa de uma asinha amiga. E foi assim que tudo terminou muito bem, com um céu cheio de brilho e um grupo de amigas que aprenderam que dançar junto é sempre melhor do que voar sozinho.