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Nova, a menina estelar, no ginásio da Academia Starlight jogando queimada.

Nova e a Física da Queimada

Explore Nova e a Física da Queimada, uma história de esporte e ciência ambientada na Academia Starlight. Descubra como uma garota brilhante aprende que sua inteligência e as leis da física são seus maiores aliados para vencer um desafio galáctico.

Esporte🔬Ciência
6 min de leitura732 palavras9+ anos

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Era uma vez, no vigésimo sétimo andar de uma nuvem de gás púrpura chamada Nebulosa de Algodão-Doce, a Academia Starlight. Sabe aquele tipo de escola onde os armários flutuam e a gravidade é apenas uma sugestão educada? Pois bem. Lá estudava Nova, uma garota que não era exatamente comum. Seu cabelo de seda violeta carregava as constelações da Ursa Maior e de Órion, e seu vestido de veludo meia-noite brilhava tanto que ela parecia uma lanterninha cósmica ambulante. Mas havia um problema: Nova queria desesperadamente jogar Queimada Ultrassônica.

Você já viu um jogo desses? Imagine bolas de neon que viajam à velocidade do som, fazendo sons de “Zing!” e “Voooooom!” enquanto riscam o ginásio. No time dos Sonhos, a 'Equipe Cometa', todos eram rápidos. Jax, o capitão, era tão veloz que deixava um rastro de fogo por onde passava. Nova, por outro lado, se sentia uma árvore de Natal em um campo de batalha. “Como vou me esconder se eu brilho no escuro?”, ela pensava, tocando nervosa seu diadema de pedra da lua.

O dia das seletivas chegou. O Ginásio da Nebulosa estava vibrando. O Professor Photon, um mestre com cabelos que pareciam fibras ópticas, apitou. “Puf!” A primeira bola foi lançada. Era um borrão neon. Jax saltou, deu uma pirueta e escapou por um milímetro. Nova, porém, ficou paralisada. Ela via a bola vindo em sua direção e, por um segundo, percebeu algo que ninguém mais notava: a luz da bola interagia com o brilho das suas próprias mãos. “Espera um pouco...”, ela murmurou. Em vez de fugir, ela inclinou a cabeça. O raio de luz da bola atingiu seu diadema de pedra da lua e — “Blink!” — a trajetória da bola mudou completamente, desviando para o teto.

Jax parou de correr, boquiaberto. “O que foi isso, Nova? Sorte?”. Ela sorriu, sentindo um estalo de inteligência no peito. “Não foi sorte, Jax. Foi a Lei da Reflexão! O ângulo de incidência é igual ao ângulo de reflexão. A luz se comporta de forma previsível, mesmo quando está dentro de uma bola de borracha espacial”. Jax revirou os olhos. “Aqui a gente usa os pés, não calculadoras, Estelar”. Mas Nova sabia que tinha descoberto o segredo para vencer os Titãs de Titânio, o time rival que era dez vezes mais forte e rápido que eles.

O grande desafio final começou sob o olhar atento de Orbit, o pequeno robô árbitro que apitava com um “Beep-beep!” entusiasmado. Os Titãs de Titânio eram como paredes ambulantes. Eles lançavam as bolas com tanta força que o som de “Bam!” ecoava pelas paredes de metal. A Equipe Cometa estava perdendo. Jax estava exausto de tanto correr. Foi então que Nova assumiu o comando. “Equipe! Formação Prisma, agora!”. Ela abriu sua bolsinha de estardust no cinto, espalhando uma nuvem de poeira prateada pelo ar. “Jax, confie em mim! Inclinem seus equipamentos agora!”.

Foi uma cena digna de um cinema galáctico. Nova se posicionou no centro, seu corpo brilhando como uma supernova. Quando os Titãs lançaram a saraivada final de bolas ultravelozes, a Equipe Cometa não fugiu. Eles se alinharam. A poeira estelar de Nova funcionou como milhões de micro-espelhos. Quando as bolas atingiram a nuvem de brilho, a luz se dispersou em um arco-íris ofuscante. “Vapt! Vupt! Šup!”. As bolas perderam o alvo, confundidas pelos reflexos magnéticos da pele prateada de Nova. No meio da confusão de luzes, Nova pegou a bola principal com um movimento suave, quase como se estivesse dançando no vácuo.

O silêncio tomou conta do ginásio. Orbit, o robô, girou sua cabecinha e anunciou: “Vitoria da Equipe Cometa por superioridade técnica e... ótica!”. O Professor Photon aplaudiu tanto que suas fibras ópticas mudaram para um dourado festivo. Jax se aproximou de Nova, limpando o suor da testa. “Ok, Estelar. Talvez a ciência seja um esporte radical afinal”. Ele estendeu a mão para um high-five que soltou faíscas azuis.

Nova percebeu naquele momento que seu brilho, aquilo que ela achava que a tornava um alvo fácil, era na verdade sua maior armadura. Ela não precisava ser a mais rápida se pudesse entender a jornada da luz. E assim, na Academia Starlight, a garota com cabelo de constelações provou que para vencer o jogo, às vezes você não precisa de mais força nos braços, mas de um pouco mais de brilho na mente. E foi assim que tudo terminou exatamente como deveria: com uma vitória brilhante e uma lição devidamente refletida.

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