Era uma vez, no meio da silenciosa Floresta Índigo, uma menina-gato ninja chamada Shiki. Ela tinha cabelos da cor da lua e orelhinhas de prata que se mexiam a cada sopro de vento. Sabia como Shiki se movia? Assim: Tip-tap, tip-tap, tão leve quanto uma pétala caindo no chão. Na sua testa, um protetor de metal brilhava com o símbolo do yin e yang, refletindo a luz das estrelas como um pequeno espelho mágico.
A noite estava calma e cheia de cheiro de jasmim. Shiki adorava a noite! Mas, de repente... Sniff-sniff. Que som era aquele? Ela apurou suas orelhas e viu, atrás de uma samambaia, um pequeno coelhinho. Ele estava muito, muito sonolento, esfregando os olhinhos com as patas fofas. O coelhinho estava perdido e as sombras das árvores pareciam monstros gigantes para ele. Coitadinho, não é?
Shiki sorriu com bondade. Ela não era apenas uma ninja rápida, ela era uma detetive dos sonhos! Ela teve uma ideia brilhante. Des amarrou sua longa fita de seda branca da cintura. “Não tenha medo”, sussurrou ela, com uma voz que parecia um abraço. Com um movimento suave — Zás! — ela esticou a fita pelo chão da floresta. Sob a luz da lua, a seda branca brilhava como um caminho de leite, iluminando o caminho entre as raízes e as flores que já dormiam.
“Siga a fita, Coelhinho”, disse Shiki. Eles começaram a caminhar devagar. Step, hop, step, hop. A cada passo, a floresta parecia cantar uma canção de ninar. Os pinheiros sussurravam: Shhhhh, durma bem... e as samambaias se abaixavam para deixá-los passar. O coelhinho, seguindo o rastro prateado da seda de Shiki, sentiu o medo ir embora, dando lugar a um bocejo bem comprido: Aaaaaah-mmmmm.
Finalmente, chegaram a uma toca quentinha coberta de musgo verde. Era o lar do coelhinho! Com um leve Boop! do seu nariz no focinho dele, Shiki o ajudou a escorregar para dentro do ninho macio. O coelhinho fechou os olhos e, num instante... Zzzzz. Já estava sonhando com campos de cenouras.
Shiki enrolou sua fita de seda, amarrou-a novamente na cintura e olhou para a lua prateada. Ela se sentia feliz por ser a guardiã da noite. Ela saltou silenciosamente para um galho alto e, com um suspiro calmo, vigiou o sono de toda a floresta. E foi assim, com um caminho de seda e muito carinho, que tudo terminou exatamente como deveria: com todos em paz, prontos para sonhar.