A pequena elfa Spark adora inventar coisas em sua oficina cheia de engrenagens. Mas, nesta noite, ninguém conseguia descansar. Um barulho estranho ecoava pela floresta: 'boing-clatter-zip!'. Spark, com manchas de fuligem nas bochechas e seus óculos de ferramentas na testa, decidiu resolver o mistério. 'Não se preocupem!', ela exclamou. 'Vou descobrir quem está fazendo esse barulho engraçado para que todos possamos dormir!'
Spark pegou suas chaves de prata e construiu o Farejador de Sons, um funil gigante que brilhava quando ouvia barulhos. Ela caminhou pela trilha e encontrou o Urso Bocejo, que estava muito cansado. 'É você que faz o boing-clatter-zip?', perguntou Spark. Bocejo deu um suspiro longo e apontou para os pinheiros. 'Não, pequena Spark. Eu só quero dormir um pouquinho', disse ele bocejando.
Spark continuou sua busca, ouvindo o som ficar mais alto: 'boing-clatter-zip!'. Logo, ela encontrou a Esquilo Rezinga, que estava enrolada em dez cobertores de lã. 'Esse barulho está me deixando muito brava!', reclamou Rezinga. Spark olhou pelo seu funil brilhante e percebeu que o som vinha de cima. 'Não se preocupe, Rezinga! Meu Farejador de Sons diz que o mistério está logo ali adiante!'
A pequena elfa seguiu o brilho do seu aparelho até uma clareira sob um carvalho gigante. 'Boing-clatter-zip!'. O barulho era tão forte que as folhas balançavam. Spark usou seus óculos de proteção para enxergar melhor no escuro. 'Quem está aí?', perguntou ela com voz gentil. Ela viu algo se mexendo no meio de um monte de sinos de prata antigos que brilhavam sob o luar.
Era o Passarinho Piu-Torto, que tinha caído do ninho bem em cima dos sinos! Ele estava preso e, toda vez que tentava voar, os sinos faziam 'boing' e 'clatter'. Spark usou suas ferramentas com muito cuidado para soltar as patinhas do Piu-Torto. 'Prontinho, amiguinho!', disse ela. Spark ajudou o passarinho a voltar para o ninho quentinho lá no alto da árvore.
Finalmente, o silêncio voltou para a floresta. O Urso Bocejo e a Esquilo Rezinga já estavam sonhando calmamente. Spark voltou para sua oficina, sentindo-se muito orgulhosa por ter ajudado seus amigos. Ela se deitou em sua rede, colocou seus óculos sobre a testa e fechou os olhos. A floresta inteira estava em paz, e Spark adormeceu com um sorriso feliz no rosto.