Era uma vez a pequena Spark. A Spark é uma elfa muito esperta, com o cabelo cor de fogo e manchinhas de fuligem nas bochechas. Sabem o que ela estava a fazer no Prado Verde? Ela estava a inventar! Spark tinha umas mãos pequeninas que adoravam criar coisas novas. Shic, shic, shic, soavam as suas ferramentas.
Spark construiu um moinho de vento muito especial. Sabem de que era feito? De folhas secas e arame de prata. Spark olhou para o moinho e esperou. Ela queria ver a força do ar. Mas o ar estava muito quietinho... Zzzzz, até o senhor abelhão estava a dormir. O moinho não mexia. Estava parado, muito parado.
Então, a Spark teve uma ideia. Ela encheu o peito de ar e... Fuuuuu! Vamos ajudar a Spark? Façam todos: Fuuuuu! O moinho deu uma voltinha, mas logo parou. De repente, veio um vento atrevido. Vush! O vento girou o moinho tão depressa que ele parecia uma bailarina tonta. Gira, gira, gira! "Ui!", disse a Spark, rindo e ajustando os seus óculos de latão. Estava muito rápido!
Spark observou as sementes à sua volta. Viu o dente-de-leão, que é fofinho como uma nuvem. Puf! O vento soprou devagarinho e as sementes voaram como pequenos paraquedas. Depois, viu as sementes do ácer, que parecem helicópteros. Elas faziam flap, flap, flap, rodopiando até ao chão.
Spark percebeu que a natureza sabe o momento certo. Ela ajustou as pétalas do seu moinho de folhas e sorriu. Veio uma brisa suave, um carinho do ar. O moinho começou a girar suavemente. Tic, tac, tic, tac. Que música tão boa! O vento levava as sementes para a terra, para que novas flores pudessem crescer.
Spark ficou muito feliz. Ela descobriu que o ar, mesmo sendo invisível, ajuda a vida a viajar. Com um beijinho no vento e os olhos a brilhar de curiosidade, Spark guardou as suas ferramentas. Amanhã haveria uma nova aventura para inventar. E foi assim que tudo ficou bem, com o vento a soprar e as sementes a dançar.