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O elfo Twig com seu cajado de dente-de-leão no riacho silencioso.

Twig e o Riacho Silencioso

Explore as profundezas do Bosque do Salgueiro Sussurrante nesta envolvente história de detetive ambiental, onde um pequeno elfo busca salvar a natureza. Acompanhe Twig e o Riacho Silencioso em uma jornada mágica que ensina que nenhum herói é pequeno demais para proteger o nosso planeta.

🕵️Detetive🌍Ambiental
7 min de leitura807 palavras9+ anos

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Twig era um pequeno elfo-do-bosque, tão pequeno que uma casca de castanha-do-pará serviria de banheira para ele. Ele vivia no Bosque do Salgueiro Sussurrante, usando um macacão feito de musgo verde-esmeralda que parecia um abraço constante da floresta. O seu cabelo? Bem, era uma coroa de gramíneas vivas e trançadas que balançavam mesmo quando não soprava nem uma brisa. Mas o que Twig mais amava era o riacho. O riacho não apenas corria; ele cantava. Era um 'glub-glub' rítmico, uma gargalhada de bolhas que servia de canção de ninar todas as noites.

Certa manhã, porém, Twig acordou com o som do... nada. Ele inclinou suas orelhas pontudas, em formato de folha. Elas tremeram. Nada. Você consegue imaginar o silêncio total de uma floresta que deveria estar cantando? Era um silêncio pesado, como um cobertor molhado. Twig pegou seu fiel cajado — um dente-de-leão gigante com uma cabeça branca e fofinha que nunca perdia as sementes — e franziu a testa. Se o riacho não canta, a floresta não dança. E se a floresta não dança, algo está muito, muito errado.

— Hora do trabalho de detetive — murmurou Twig, ajustando sua bolsa de bolota. Ele desceu da sua cama de pétalas e seguiu em direção à margem. Onde antes havia água cristalina e pedrinhas brilhantes, agora havia uma lama pegajosa e escura. E nela, Twig viu algo estranho. Não eram pegadas de animais, mas rastros coloridos e artificiais: um pedaço de plástico azul aqui, uma mancha de óleo brilhante ali. 'Gloop!', fez o seu pé ao afundar na lama. Ele olhou para cima, seguindo o rastro, e viu que o riacho parecia ter sido amordaçado.

No caminho, Twig encontrou Dara, a Libélula. Normalmente, as asas de Dara brilhavam como arco-íris capturados, mas hoje ela estava cinzenta, as asas cobertas de uma fuligem nojenta. — Twig, eu tentei beber água, mas ela está grossa e tem gosto de esquecimento — disse ela, com a voz fraca. Twig usou a ponta fofa do seu dente-de-leão para limpar delicadamente os olhos de Dara. — Shhh, descanse, Dara. Eu vou encontrar o que roubou a voz do riacho.

Ele subiu as encostas escorregadias, desviando de espinhos que pareciam garras. Twig usava seu cajado para testar o terreno. 'Tap, tap, puff!'. A jornada era difícil para alguém de poucos centímetros, mas Twig tinha a determinação de um carvalho centenário. Ele chegou a um ponto onde a floresta ficava mais densa e o cheiro... ah, o cheiro não era de terra e pinheiro. Era um cheiro químico, de coisas que não pertencem à terra.

E então ele viu. Escondido atrás de um salgueiro triste, havia um monstro. Mas não era um monstro de carne e osso. Era uma represa de lixo. Garrafas de plástico amassadas, embalagens de metal brilhantes e sacos que pareciam fantasmas sufocando as pedras. A água estava presa ali, acumulando-se numa poça escura e triste. — Então é aqui que você está escondida, a Voz da Floresta — Twig disse, aproximando-se da barreira de detritos.

Ele tentou empurrar uma garrafa, mas era pesada demais. Foi quando Twig teve uma ideia. Ele não precisava ser um gigante; ele precisava ser um maestro. Ele usou seu cajado de dente-de-leão para fazer cócegas nas pedras da base. 'Krak!'. Ele começou a cutucar os pontos onde a pressão da água era maior. — Ei, pessoal! — gritou Twig para as formigas e besouros próximos. — Precisamos de uma orquestra de limpeza! Deem um empurrão aqui, mordam ali!

Com um esforço coordenado, Twig usou seu cajado como alavanca sob um grande frasco de detergente. Ele empurrou com toda a força do seu pequeno corpo de musgo. 'Uuugh... Bum!'. A estrutura começou a ceder. O lixo se moveu. 'Krak-bash!'. De repente, a barreira estourou. A água, antes presa e impura, rugiu com uma força renovada, levando o lixo para longe das áreas sensíveis da floresta para um banco de areia onde as criaturas poderiam removê-lo de vez.

O som voltou. Não era apenas um 'glub-glub', era um hino de vitória! 'Whoosh! Splash!'. A água lavou a lama das margens, limpou as pedras cinzentas e trouxe o frescor de volta. Twig viu o Grumpy Pebble, a pedra mais rabugenta do riacho, ser finalmente acariciada pela correnteza outra vez.

— Os Grandes Pessoas às vezes esquecem suas coisas — disse Twig para Dara, que voava agora com as asas recuperando o brilho. — Mas nós, a família da floresta, cuidamos uns dos outros.

Twig voltou para casa no final da tarde. Seu macacão de musgo estava manchado de lama e suas mãos cheiravam a aventura. Ele se deitou em sua cama, e enquanto fechava os olhos de âmbar, ouviu a música mais doce do mundo: o riacho, cantando novamente. E ele sabia que, embora fosse pequeno, ele tinha salvado a maior voz da floresta. E foi assim que tudo voltou a ficar bem.

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