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Zog, o dragão verde, soluçando bolhas coloridas no Bosque das Esmeraldas.

Zog e o Soluço de Sabão

Descubra Zog e o Soluço de Sabão, uma comédia encantadora sobre um pequeno dragão que troca o fogo por bolhas gigantes. Acompanhe esta aventura escorregadia que ensina sobre calma e cooperação em uma floresta perfumada.

😂Comédia🌙Hora de dormir
7 min de leitura765 palavras7+ anos

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Era uma vez, no Bosque das Esmeraldas, um dragão que não era nada parecido com os dragões que você vê nos livros de susto. O nome dele era Zog. Zog era verde como uma folha de alface fresquinha, tinha um corpo redondinho e asas tão pequenas que pareciam vibrar como as de um beija-flor. Sabem o que ele mais gostava de fazer? Colecionar coisas curiosas em sua bolsa de couro e passear balançando sua cauda, que tinha um aro dourado brilhante na ponta.

Certa tarde, bem na hora em que o sol começa a bocejar, Zog encontrou um arbusto de Bagas-Cosquinha. Elas eram roxas, brilhantes e pareciam pular no galho. Zog, com sua curiosidade de dragão adolescente, comeu uma... duas... três! Elas eram deliciosas, mas faziam um barulhinho de 'zip-zap' na língua. E foi aí que aconteceu algo muito, muito estranho. A barriga dele começou a fazer um som de tambor baixo: Tum-tum-tiru-rum.

De repente, Zog sentiu uma pontadinha no focinho. Ele respirou fundo e... HIC! Mas não saiu fogo. Nem fumaça. Do focinho do Zog saiu uma bolha de sabão gigantesca e furta-cor, brilhando com todas as cores do arco-íris! Zog piscou seus grandes olhos cor de âmbar. HIC! Outra bolha, ainda maior, flutuou para cima. HIC! BLOOP! PAM! Em poucos minutos, Zog era uma verdadeira máquina de fazer bolhas. Você já viu um dragão soluçar bolas de sabão? É a coisa mais engraçada do mundo, até que... bem, até que nada mais pare no lugar!

As bolhas começaram a flutuar por todo o Bosque das Esmeraldas. Elas grudavam nas árvores, cobriam as flores e — ai, não! — começaram a pegar os esquilos no ar! O pobre Pip, um esquilo que falava tão rápido quanto corria, acabou ficando preso dentro de uma bolha molhada. 'Zog! Socorro! Estou flutuando como um astronauta peludo!', gritava Pip, enquanto girava dentro da esfera transparente. O bosque estava ficando uma bagunça escorregadia. As corujas não conseguiam pousar nos galhos porque seus pés escorregavam — FIUUU... PLOC! — e as flores estavam cobertas de espuma.

Zog estava ficando preocupado. 'Eu preciso parar com isso, HIC! Desculpe, Pip! BLOOP!'. Ele tentou bater suas asinhas minúsculas para estourar as bolhas, mas o vento só as fazia voar mais rápido, espalhando sabão para todo lado. O sol estava quase sumindo e todos precisavam dormir, mas como dormir em uma cama de musgo que agora parecia um tobogã de sabão? O bosque todo brilhava, mas estava um caos total. 'Puf! Craque! Sshhh!' – os sons das bolhas estourando eram constantes, e a cada soluço, Zog criava mais três.

Foi então que Pip, que na verdade estava começando a achar divertido deslizar pelas bolhas, deu uma ideia: 'Zog, se não podemos parar os soluços agora, precisamos organizar essa espuma! Chamem os Raposas-Espanador!'. Logo, uma equipe de raposas com caudas peludas apareceu, usando suas caudas para varrer as bolhas para longe dos ninhos. Zog ajudava como podia, tentando mirar seus soluços para dentro de sua grande bolsa de couro, mas o 'HIC!' era mais forte que ele. O bosque parecia uma gigantesca festa de banho, e todos estavam ficando exaustos de tanto rir e escorregar.

Quando a primeira estrela apareceu no céu, a Velha Tartaruga Sábia saiu de sua toca, limpando um pouco de espuma de seus óculos. 'Zog, meu querido', disse ela com uma voz calma e lenta, 'sua barriga está agitada como um mar em tempestade. Você precisa encontrar o seu ritmo'. Ela ensinou Zog a fechar os olhos e respirar como o vento nas árvores. 'Inspire o perfume das flores... expire a agitação das bagas'. Zog fechou os olhos. Ele inspirou profundamente: Ssssshhhhh. E soltou o ar bem devagar.

O último soluço veio, mas não foi um 'HIC!' barulhento. Foi um 'hic' gentil, que soltou uma nuvem de bolinhas minúsculas e cintilantes que iluminaram o caminho para casa. O silêncio finalmente voltou ao Bosque das Esmeraldas. E sabem o que foi mais legal? Todas aquelas bolhas acabaram limpando a poeira das folhas e o barro das trilhas. O bosque nunca esteve tão limpo e cheiroso! Pip e os outros animais se aninharam em seus leitos de musgo, que agora estavam macios e fresquinhos.

Zog, com o coração tranquilo e a barriga calma, bocejou um bocejo longo e verde. Ele guardou as últimas bolinhas em sua bolsa, ajeitou seu aro dourado na cauda e deitou-se debaixo de sua árvore favorita. O mundo estava limpo, todos estavam seguros e o soluço tinha ido embora. E foi assim, com um cheirinho de floresta lavada e o brilho da lua nas escamas, que tudo terminou exatamente como deveria. Boa noite, Zog. Boa noite, bosque.

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